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quarta-feira, 4 de março de 2015

Em coletiva, presidência da CNBB fala do Sínodo e Ano da Paz

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Durante a entrevista, o presidente da CNBB, Cardeal Raymundo Damasceno, recordou a crise hídrica que o país enfrenta
CNBB
Coletiva Consep Fev2015 21
Nesta quinta-feira, 5, a presidência da CNBB concedeu uma entrevista coletiva referente ao Sínodo e Ano da Paz / Foto: CNBB
 “Todo povo de Deus é convidado a participar desta consulta”, disse o arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Raymundo Damasceno Assis, sobre o questionário disponibilizado pelo Vaticano e enviado a todas as dioceses, referente as reflexões da 3ª Assembleia Extraordinária do Sínodo dos Bispos, ocorrida em 2014, com o tema “Os desafios da família no contexto da evangelização”.
Durante a entrevista coletiva concedida à imprensa, na manhã desta quinta-feira, 5, foram abordados os assuntos debatidos na primeira reunião do Conselho Episcopal Pastoral (Consep) deste ano.
Composto por 46 questões, o documento chamado de Lineamenta relaciona as reflexões da 3ª Assembleia Extraordinária com a temática proposta para a segunda fase do Sínodo, a 14ª Assembleia Geral, que será realizada em outubro deste ano.
A partir de orientações e indicações no próprio texto, disponível no site do Vaticano, as dioceses responderão questões relacionadas aos temas sugeridos: “Contexto sociocultural”, “A relevância da vida afetiva”, “A família no desígnio salvífico de Deus”, “A indissolubilidade do matrimônio e a alegria de viver juntos”, “Cura pastoral de quantos vivem no matrimônio civil ou convivem”, “A atenção pastoral às pessoas com tendência homossexual”, “O desafio da educação e o papel da família na evangelização”.
Dom Damasceno expressou o desejo de que o Sínodo possa “encontrar soluções concretas para as muitas dificuldades e também para os numerosos desafios que as famílias enfrentam no mundo de hoje”.
Consep
A reunião do Consep, que ocorreu nos dias 3 e 4 de fevereiro, teve em sua pauta a preparação para a 53ª Assembleia Geral da CNBB, agendada para o período de 14 a 25 de abril, em Aparecida (SP).
Na ocasião, serão eleitos a Presidência da CNBB, os presidentes das 12 Comissões Episcopais de Pastoral, além de quatro membros da CNBB para o Sínodo e o delegado e um suplente para representarem a Conferência no Conselho Episcopal Latino Americano (Celam).
Ainda sobre a 53ª Assembleia Geral, Dom Damasceno recordou a atualização das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) para o próximo quadriênio, de 2015 a 2019. “Vamos atualizar as diretrizes atuais à luz dos documentos pontifícios, do magistério pontifício, sobretudo à luz da Exortação Apostólica Evangelii Gaudium – A alegria do Evangelho – e mais aqueles dois discursos importantes que o papa Francisco fez aos bispos do Brasil e do Celam por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, em 2013”, explicou.
Ano da Paz
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Foto: CNBB
As iniciativas do Ano da Paz, que ocorre até o Natal de 2015, foram abordadas durante a reunião do Consep. Aos jornalistas, o cardeal Raymundo Damasceno Assis destacou o objetivo de promover a convivência respeitosa e mais fraterna entre as pessoas.
Presente na entrevista coletiva, o bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, Dom Leonardo Steiner, informou que será dada maior ênfase nas ações para o Ano da Paz após o período da Quaresma. “As iniciativas propositadamente começaram muito lentas, devagar. No tempo do Advento abordamos indiretamente, agora entraremos na reflexão da Campanha da Fraternidade. Terminado o tempo da Campanha da Fraternidade nós vamos ser mais ativos, nós teremos um texto-base e refletiremos sobre o slogan “Somos da Paz””, anunciou.
Há um planejamento de propostas de reflexões para grupos de família e comunidades, além de uma manifestação pública da CNBB em favor da Paz, a ser definida durante a Assembleia Geral.
Sobre o slogan da iniciativa, Dom Damasceno afirmou que “todos devem ser artífices construtores da paz”.
Água
A crise hídrica que afeta alguns estados do Brasil foi lembrada por Dom Damasceno. Ele recordou que o lema da Campanha da Fraternidade de 2004, “Água, fonte de vida”, propunha a conscientização da sociedade de que a água é fonte de vida e que o direito à água com qualidade seja efetivado para as gerações presentes e futuras.
O cardeal retomou a oração realizada na época:
CF2004
Foto: CNBB
“Perdoai-nos, Senhor misericordioso, pela contaminação das águas, pelo desperdício e pelo egoísmo que privam os irmãos desse bem tão necessário à vida. Dai-nos, ó Espírito Santo, um coração fraterno e solidário para usarmos a água com sabedoria e prudência e para não deixar que ela falte a nenhuma de vossas criaturas. Ó Cristo, Vós que também tivestes sede, ensinai-nos a dar de beber a quem tem sede e concedei-nos com fartura a água viva que brota de Vosso Coração e jorra para a vida eterna. Amém”.
Campanha da Fraternidade 2017
Dom Leonardo também anunciou que a temática da Campanha da Fraternidade de 2017 irá propor um debate sobre “Os biomas e as populações originais”.
Durante a próxima reunião do Consep, marcada para o dia 14 de abril, os bispos definirão o tema e o lema a serem trabalhados. “Gostaríamos de refletir sobre essa questão dos biomas tão diferentes que nós temos e descuido em relação a eles. Nós vemos a dificuldade com o Cerrado, a área do Pantanal, mas também o descuido em relação às populações, especialmente as ribeirinhas, indígenas que vivem mais diretamente ligadas a esses biomas”, disse Dom Leonardo.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Ano da Paz já tem iniciativas pelo Brasil

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A intenção é ajudar na superação da violência e despertar as pessoas para uma convivência mais respeitosa e fraterna

CNBB
Somos da PAZ 579x507Com a chegada do Ano Novo, iniciaram-se também ações pela Paz. Em 2014, os bispos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) aprovaram, por unanimidade durante a 52ª Assembleia Geral, o Ano da Paz. Trata-se de um período de reflexões, orações e ações sociais, que se estenderá até o Natal de 2015.
No dia 1º de janeiro, paróquias da arquidiocese de São Luís (MA) reuniram fiéis para proclamar a paz. As missas começaram logo cedo, com participação de centenas de pessoas. Outras atividades estão previstas ao longo do ano na cidade, que pretende, ainda, contar com o engajamento de escolas, universidades e outros setores da sociedade. Na arquidiocese do Rio de Janeiro, também foram celebradas missas pela paz. O arcebispo, cardeal dom Orani João Tempesta, recordou que a “alegria nasce da paz que Cristo concede”.
“Que possamos viver este Ano da Paz com muitas bênçãos. Atitudes, gestos concretos e sempre pedindo ao Senhor que nos ilumine e que traga esta paz aos nossos corações, às famílias e a todo o mundo. Que a Paz reine em nossas fronteiras! Sejamos propagadores e testemunhas da paz, aquela paz que vem do Senhor”, disse o cardeal Orani.
Com a proposta do Ano da Paz, a Igreja no Brasil quer ajudar na superação da violência e despertar para a convivência mais respeitosa e fraterna entre as pessoas, explica o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner. “A violência, a falta de paz, provém do desprezo aos valores da família, da escola na formação do cidadão, do desprezo da vida simples”, pontua dom Leonardo.
De acordo com os últimos dados do Mapa da Violência, mais de 56 mil pessoas foram assassinadas no Brasil em 2012. Os jovens são os principais afetados neste contexto, somando mais de 27 mil vítimas naquele ano.
Dom Leonardo afirma que as relações mais próximas, na atualidade, encontram dificuldade de manterem-se vivas e que há uma violência generalizada. “Violência que se manifesta na forma da morte de pessoas, na falta de ética na gestão da coisa pública, na impunidade. A violência, a falta de paz, provém do desprezo aos valores da família, da escola na formação do cidadão, do desprezo da vida simples”, explicou.
Ações práticas
Para celebração do Ano da Paz, serão aproveitados os meses temáticos do Ano Litúrgico, como os meses vocacional, da Bíblia e da missão. “Vamos refletir durante o ano sobre o porquê da violência e sobre a necessidade de uma convivência fecunda e frutuosa. O Ano Litúrgico nos oferece oportunidades para pensar sobre a paz e a realidade da violência”, lembrou dom Leonardo.
O arcebispo de São Luís (MA) e vice-presidente da CNBB, dom José Belisário da Silva, afirma que o Ano da Paz é um convite para reflexão sobre os motivos de tantos acontecimentos violentos. “Está na hora da sociedade brasileira dar passos no sentido de buscar uma harmonia maior no relacionamento humano. Os nossos relacionamentos estão muito degastados”, ressalta.
Para dom Leonardo, o Ano Litúrgico oferece oportunidades para refletir sobre a paz e a realidade da violência. “Os meses temáticos como agosto, mês das vocações, setembro, mês da Palavra de Deus, outubro o mês das missões. Mas desejamos ter um dia para manifestar nas ruas de nossas cidades que acreditamos na paz, na fraternidade”.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Campanha da Fraternidade

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A Quaresma abrange os dias que vão da Quarta-feira de Cinzas até o sábado da Semana Santa.
Todos os anos durante o período da Quaresma, tempo de conversão, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) realiza a Campanha da Fraternidade, que tem por objetivo despertar a solidariedade de seus fiéis e de toda a sociedade em relação a um problema concreto que envolve toda a nação, buscando uma solução para o mesmo.

Para o ano de 2012, a CNBB escolheu o tema "Fraternidade e Saúde Pública" e o lema "Que a saúde se difunda sobre a terra".