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segunda-feira, 25 de abril de 2016

Papa aparece de surpresa para confessar adolescentes no Vaticano

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Jubileu dos Adolescentes acontece neste final de semana no Vaticano, com atividades variadas

Da redação, com Rádio Vaticano
“Queridos jovens, os seus nomes estão escritos no céu, no coração misericordioso do Pai. Sejam corajosos, contracorrente!”, este é o tweet do Papa Francisco neste sábado, 23, dedicado ao Jubileu dos adolescentes em andamento este final de semana no Vaticano.
Neste sábado, a Praça São Pedro se transformou em um grande confessionário a céu aberto, com 150 sacerdotes atendendo confissões dos jovens, entre eles o próprio Pontífice, para a surpresa dos fiéis. [Veja vídeo no instagram]
À noite, o encontro será no Estádio Olímpico, com música, reflexão, testemunhos e a videomensagem do Santo Padre.
Já na manhã deste domingo, na Praça São Pedro, o Papa presidirá à Santa Missa com a participação de cerca de 60 mil adolescentes, entre 13 e 16 anos, vindos da Itália e sobretudo de países europeus.
Jubileu recebe adolescentes de todo o mundo no Vaticano / Foto: Danusa Rego
Jubileu recebe adolescentes de todo o mundo no Vaticano / Foto: Danusa Rego
Além disso, sete praças no centro histórico de Roma vão acolher as ‘Tendas da Misericórdia’, com testemunhos sobre as obras de misericórdia espirituais e corporais. O Jubileu encerra-se na segunda-feira.

Coragem

Francisco divulgou em janeiro uma mensagem para este Jubileu da Misericórdia dos Adolescentes, intitulada ‘Crescer misericordiosos como o Pai’.
“Não acreditem nas palavras de ódio e terror que se repetem com frequência; pelo contrário, construam novas amizades. Ofereçam o seu tempo, preocupem-se sempre com quem lhes pede ajuda. Sejam corajosos, contracorrente”, escreve o Papa.
“Estejam preparados para se tornarem cristãos capazes de escolhas e gestos corajosos, capazes de construir cada dia, mesmo nas pequenas coisas, um mundo de paz”, acrescenta.
jubileu adolescentes
Adolescentes chegam aos milhares ao Vaticano para o Jubileu / Foto: Danusa Rego
Aos adolescentes que vivem em áreas de conflitos, de guerras e de extrema pobreza, Francisco pede para que não percam a esperança.
“O Senhor tem um grande sonho a realizar juntamente com vocês. Os amigos da mesma idade, que vivem em condições menos dramáticas do que as suas, lembram-se de vocês e comprometem-se para que a paz e a justiça possam pertencer a todos”, escreve ainda o Pontífice.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Twitter Do Papa: Na família aprendemos amar sem pedir nada em troca

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O Papa Francisco dedicou sua mensagem publicada no twitter para todas as famílias cristãs
Da redação, com Rádio Vaticano
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Mensagem do Papa Francisco no twitter
Nesta quinta-feira, 6, o Papa Francisco tuitou a seguinte mensagem: “Aprendemos muitas virtudes numa família cristã, sobretudo amar sem pedir nada em troca”.
O pontífice sempre convida a dar uma maior atenção para a família, célula vital da sociedade, e ao acompanhamento dos noivos ao matrimônio. O Papa convida também a acolher as pessoas separadas que sofrem por causa da falência de seu projeto de vida conjugal e por outras situações de desconforto familiar que dificultam o caminho de fé e de vida na Igreja.
Na Audiência Geral desta quarta-feira, 5, Francisco disse que os casais de segunda união fazem parte da Igreja. “A Igreja bem sabe que tal situação contradiz o Sacramento cristão. Todavia, o seu olhar de mestra parte sempre de um coração de mãe; um coração que, animado pelo Espírito Santo, procura sempre o bem e a salvação das pessoas. É por isso que a Igreja sente o dever, pelo amor da verdade, de discernir bem as situações”, afirmou o Santo Padre.
O padre da Arquidiocese de Belo Horizonte (MG), Idelfonso Braz, participou da Audiência Geral e comentou as palavras do Papa Francisco a propósito das pessoas que partiram para uma segunda união.

São Justo e São Pastor

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São Justo e São PastorCorajosos discípulos de Cristo que não recuaram diante das ameaças
Com alegria, toda a Igreja festeja neste dia, a Transfiguração de Nosso Senhor Jesus Cristo, a qual se encontra testemunhada nos Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas. Neste fato bíblico, nós nos deparamos com o segredo da santidade para todos os tempos:“Este é o meu Filho bem-amado, aquele que me aprove escolher. Ouvi-o!” (Mc 9,7)
Sem dúvida, os santos que estamos lembrando hoje, somente estão no Eterno Tabor, por terem vivido esta ordem do Pai. Conta-se que eram jovens cristãos e estavam na escola, quando souberam que o perseguidor e governador Daciano acabara de entrar na cidade. Sendo assim, os santos Justo e Pastor, fugiram, mas foram pegos e entregues por pagãos ao grande perseguidor dos cristãos.
Diante do governador que estava sobre o seu cavalo, os corajosos discípulos de Cristo não recuaram diante das ameaças, tanto assim que, frente à possibilidade do martírio, a resposta de São Justo e Pastor foi um canto de felicidade. O governador, ridicularizado pela fé que transfigurava aqueles jovens, mandou que lhes cortassem as cabeças, isto ocorreu em Alcalá de Henares, em Castela, no ano de 304.
Santos Justo e Pastor, rogai por nós!

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Papa: casais de segunda união fazem parte da Igreja

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Papa retomou hoje as catequeses e segue no ciclo de reflexões sobre a família. O tema de hoje foram as “famílias feridas”, em especial os casais de segunda união
Da Redação com informações do Vaticano
Papa Francisco dedica catequese aos casais de segunda união / Foto: Reprodução CTV
Papa Francisco dedica catequese aos casais de segunda união / Foto: Reprodução CTV
Após um mês de pausa, o Papa Francisco retomou, nesta quarta-feira, 5, na Sala Paulo VI, as tradicionais catequeses com os fiéis. Seguindo no ciclo de reflexões sobre família, ele se dedicou às “famílias feridas”, citando em especial os casais de segunda união.
Francisco falou sobre como é possível ajudar os casais que fracassaram no casamento e partiram para uma segunda união, enfatizando que eles continuam fazendo parte da Igreja. “Essas pessoas não foram absolutamente excomungadas – não foram excomungadas – e não devem absolutamente ser tratadas como tal: elas fazem sempre parte da Igreja”, disse o Papa.
Embora consciente de que a separação contradiz o sacramento cristão, o olhar da Igreja para essa situação parte sempre de um coração de mãe, buscando o bem e a salvação das pessoas. Ao observar as segundas uniões a partir da percepção dos filhos – que segundo o Papa são os que mais sofrem com a separação – é ainda mais urgente que as comunidades acolham as pessoas que passam por tais situações.
“Como poderíamos recomendar a esses pais que façam tudo para educar os filhos à vida cristã, dando a eles exemplo de uma fé convicta e vivida, se os mantivéssemos longe da vida da comunidade? (…) Não devemos adicionar outros pesos além daqueles que os filhos, nessas situações, já devem carregar”.
Diante dessas realidades, a Igreja não ficou “insensível” e “preguiçosa”, disse o Papa. Ele mencionou que, graças ao aprofundamento realizado pelos pastores, cresceu a consciência sobre a necessidade de um acolhimento fraterno e atento aos batizados que se separaram e estabeleceram uma nova convivência.
“Todos os cristãos são chamados a imitar o Bom Pastor. Sobretudo, as famílias cristãs podem colaborar com Ele cuidando das famílias feridas, acompanhando-as na vida de fé da comunidade”.

Santo Apolinário - Bispo de Ravena

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Santo ApolinárioLutou contra as tentações, permaneceu fiel, com coragem sofreu e suportou até mesmo as torturas como confessor
Neste mesmo dia em que comemoramos a dedicação da Basílica de Santa Maria Maior em Roma, lembramos com alegria da vida de santidade do mais antigo Bispo de Ravena: Santo Apolinário.
Nascido no Séc. I numa família pagã, foi convertido por Deus em Roma, através da pregação do apóstolo São Pedro.
No tempo de Apolinário o paganismo e sincretismo estavam dominando todo o Império e, por isso, todo evangelizador corria grandes riscos de vida. Com a missão indicando a evangelização do Norte da Itália, foi ele edificar a Igreja de Ravena, a qual tornou-se na Itália, depois de Roma, pólo do Cristianismo.
Por causa de Jesus Cristo e do Seu Reino, lutou contra as tentações, permaneceu fiel, com coragem sofreu e suportou até mesmo as torturas como confessor e, mais tarde, o martírio. Conta-nos a história que diante do Édito de Milão em 313, a Igreja Católica adquiriu liberdade religiosa e com isso pôde livremente evangelizar o Império Romano, assim como venerar seus santos; é deste período que encontramos em Ravena grande devoção ao Santo Bispo do qual celebramos hoje, herói da nossa fé.
Santo Apolinário, rogai por nós!

terça-feira, 4 de agosto de 2015

São João Maria Vianney, Padroeiro dos Sacerdotes (04/08)

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São João Maria VianneyExemplo de santidade, de dedicação e perseverança na construção do caminho da salvação e progresso do Reino de Deus
Com admiração, alegramo-nos com a santidade de vida do patrono de todos os vigários, conhecido por Cura D’Ars. São João Maria Vianney nasceu em Dardilly, no ano de 1786, e enfrentou o difícil período em que a França foi abalada pela Revolução Napoleônica.
Camponês de mente rude, proveniente de uma família simples e bem religiosa, percebia desde de cedo sua vocação ao sacerdócio, mas antes de sua consagração, chegou a ser um desertor do exército, pois não conseguia “acertar” o passo com o seu batalhão.
Ele era um cristão íntimo de Jesus Cristo, servo de Maria e de grande vida penitencial, tanto assim que, somente graças à vida de piedade é que conseguiu chegar ao sacerdócio, porque não acompanhava intelectualmente as exigências do estudo do Latim, Filosofia e Teologia da época (curiosamente começou a ler e escrever somente com 18 anos de idade).
João Maria Vianney, ajudado por um antigo e amigo vigário, conseguiu tornar-se sacerdote e aceitou ser pároco na pequena aldeia “pagã”, chamada Ars, onde o povo era dado aos cabarés, vícios, bebedeiras, bailes, trabalhos aos domingos e blasfêmias; tanto assim que suspirou o Santo: “Neste meio, tenho medo até de me perder”. Dentro da lógica da natureza vem o medo; mas da Graça, a coragem. Com o Rosário nas mãos, joelhos dobrados diante do Santíssimo, testemunho de vida, sede pela salvação de todos e enorme disponibilidade para catequizar, o santo não só atende ao povo local como também ao de fora no Sacramento da Reconciliação.
Dessa forma, consumiu-se durante 40 anos por causa dos demais (chegando a permanecer 18 horas dentro de um Confessionário alimentando-se de batata e pão). Portanto, São João Maria Vianney, que viveu até aos 73 anos, tornou-se para o povo não somente exemplo de progresso e construção de uma ferrovia – que servia para a visita dos peregrinos – mas principalmente, e antes de tudo, exemplo de santidade, de dedicação e perseverança na construção do caminho da salvação e progresso do Reino de Deus para uma multidão, pois, como padre teve tudo de homem e ao mesmo tempo tudo de Deus.
São João Maria Vianney, rogai por nós!

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Papa destaca a missão da polícia: sair de si rumo ao próximo (22/05)

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Nesta quinta-feira, 21, o Papa Francisco se encontrou com cerca de 600 familiares de policiais da Itália, que foram feridos ou mortos em serviço
Rádio Vaticano
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Papa destaca a missão da polícia: sair de si rumo ao próximo.
O Papa recebeu na manhã desta quinta-feira, 21, cerca de 600 familiares de policiais da Itália que foram feridos ou mortos em serviço.
Em seu discurso, Francisco definiu a profissão policial como uma “missão autêntica”, que comporta o acolhimento e a aplicação de atitudes e valores de relevância especial para a vida civil, como a disciplina, a disponibilidade ao sacrifício, o combate à criminalidade organizada e ao terrorismo.
“Quem assume a seriedade e o empenho do próprio trabalho e o coloca à disposição da comunidade, especialmente de quem está em perigo ou se encontra em situações de grave dificuldade, sai rumo ao próximo e o serve. Agindo deste modo, realiza a própria vida, inclusive na eventualidade de perdê-la, como fez Jesus morrendo na cruz.”
O Papa acrescenta dizendo que somente contemplando o Crucificado que poderá encontrar a força do perdão, conscientes de que cada sacrifício encontrará n’Ele resgate e redenção.
De modo especial, o Santo Padre louvou a contribuição decisiva que a polícia italiana tem dado nos últimos anos em administrar o impacto do fluxo de imigrantes que chegam à Itália, em busca de refúgio de guerras e perseguições. “Vocês estão na linha de frente, seja no acolhimento inicial dos migrantes, seja na obra de combate dos traficantes sem escrúpulos”, disse.
“Queridos irmãos e irmãs, sejam corajosos em seu trabalho e continuem a servir o Estado e todo cidadão e pessoa em perigo. Ao defender os fracos e a legalidade, encontrarão o sentido mais verdadeiro de seu serviço e serão um exemplo para o país”, encorajou por fim o Pontífice.

domingo, 17 de maio de 2015

Francisco canoniza quatro novas santas para a Igreja (17/05)

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Duas religiosas da Europa e outras duas da Palestina foram canonizadas pelo Papa Francisco neste domingo, 17
Da redação, com Rádio Vaticano
As beatas irmãs Joana Emília de Villeneuve, da França; Maria Cristina Brando, da Itália; irmãs Maria Baouardy e Maria Alfonsina Danil Ghattas, árabe-palestinas, foram canonizadas pelo Papa Francisco, na manhã deste domingo, 17, em cerimônia na Praça São Pedro.
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Na praça São Pedro, o Papa Francisco canonizou quatro novas santas para a Igreja / Foto: Reprodução CTV
Francisco recordou que irmã Joana “foi um sinal concreto do amor misericordioso do Senhor” ao consagrar sua vida a Deus, aos pobres, aos doentes e aos reclusos.
Sobre irmã Maria Cristina, o Pontífice afirmou que a santa “foi completamente conquistada pelo amor ardente ao Senhor” e do encontro “coração a coração” com o Senhor, recebia a força para suportar os sofrimentos.
A respeito da vida de irmã Maria Baouardy,  o Papa disse que o seu constante diálogo com o Espírito Santo a permitiu “dar conselhos e explicações teológicas com extrema clareza”, apesar de ser humilde e iletrada.
“A docilidade ao Espírito fez com que ela fosse também instrumento de encontro e de comunhão com o mundo muçulmano”, frisou o Papa.
Sobre irmã Maria Alfonsina Danil Ghattas, o Papa disse que ela “soube bem o que significa irradiar o amor de Deus no apostolado”. “Ao se transformar em uma testemunha de mansidão e unidade, ela é um claro exemplo do quanto é importante sermos uns responsáveis pelos outros, de vivermos um a serviço do outro”.
Ao final da celebração, o Papa agradeceu a presença das delegações oficiais da Palestina, França, Itália, Israel e Jordânia. Ao saudar as filhas espirituais das quatro novas santas, pediu que, pela intercessão das novas santas, o Senhor conceda um novo impulso missionário aos respectivos países de origem.
“Inspirando-se aos seus exemplos de misericórdia, de caridade e reconciliação, possam os cristãos destas terras olhar com esperança ao futuro, prosseguindo no caminho da solidariedade e da convivência fraterna”, concluiu Francisco.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Papa recorda as três palavras-chave para a paz na família (15/05)

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“Com licença, obrigado e desculpas” foram as três palavras que Francisco enfatizou hoje na catequese com os fiéis na Praça São Pedro
Rádio Vaticano
Papa saúda famílias na Praça São Pedro - Foto: Arquivo - L'Osservatore Romano
Papa saúda famílias na Praça São Pedro – Foto: Arquivo – L’Osservatore Romano
“Com licença, obrigado e desculpas”. Estas foram as palavras-chave da catequese do Papa Francisco, nesta quarta-feira, 13. De agora em diante, as reflexões semanais do Papa com os fiéis, na Praça São Pedro, terão como foco a vida cotidiana das famílias.
Prosseguindo suas reflexões preparatórias para o Sínodo da Família, no próximo mês de outubro, o Pontífice voltou a falar da ‘boa educação’, lembrando que aquelas três palavras, que já citou outras vezes em seu pontificado, são simples, mas, ao mesmo tempo, difíceis de colocar em prática. E quando não são usadas, podem-se abrir ‘rachaduras’ que levam as famílias a ‘desmoronar’.
Mas o hábito de ser ‘bem-educado’ não pode se traduzir apenas em formalismo, em aridez, ressalvou Francisco, recordando o provérbio que diz: “Por trás das boas maneiras escondem-se maus hábitos”. Ele também citou o diabo, que, quando tentou Jesus, parecia um cavalheiro.
Sobre a palavra ‘licença’, Francisco explicou que entrar na vida do outro, mesmo que faça parte da vida da própria pessoa, requer a delicadeza de um comportamento não invasor.
“A intimidade não autoriza a dar tudo por certo. Quanto mais íntimo e profundo o amor, mais exige respeito da liberdade e a capacidade de aguardar que o outro abra as portas de seu coração”.
“Agradecer”
A segunda palavra, ‘obrigado’, recorda, segundo o Papa, que, na civilização atual, a gentileza e a capacidade de agradecer são vistas às vezes como um sinal de fraqueza.
“Sejamos intransigentes na educação à gratidão: a dignidade da pessoa e a justiça social passam por aqui. Se a vida familiar subestima esse estilo, a vida social também o perderá. A gratidão, para quem crê, está no coração da fé: um cristão que não sabe agradecer é alguém que esqueceu a linguagem de Deus”, repetiu duas vezes.
Improvisando, o Papa revelou ter conhecido uma senhora de muita ‘sabedoria’, que dizia que “a gratidão é uma planta que cresce somente na terra de pessoas de alma nobre”.
“Pedir desculpa”
Por fim, o termo ‘desculpas’, palavra difícil, mas muito necessária, afirmou o Papa, mencionando a oração do Pai Nosso: “Perdoai-nos as nossa ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”.
“Se não formos capazes de pedir desculpas, não seremos capazes de perdoar. Nas casas aonde não se pede desculpas, falta ar e feridas começam a se abrir. Também na vida do casal briga-se muitas vezes, mas o conselho do Papa é sempre o mesmo: nunca terminar o dia sem fazer as pazes, e para isso, é suficiente um pequeno gesto; pode ser até um carinho, sem palavras…”.
Concluindo, Francisco reiterou que “estas três palavras são tão simples que até podem  fazer as pessoas sorrirem, mas quando são esquecidas, não é muito engraçado.
“Que o Senhor nos ajude a colocá-las no lugar certo, no nosso coração, em nossas casas e também na convivência civil”, completou, convidando a Praça a repetir com ele as três palavras-chave e a invocação de fazer as pazes com a família antes de ir dormir.
Antes de iniciar a catequese, Francisco se deteve em oração alguns instantes diante de uma réplica da imagem de Nossa Senhora de Fátima, celebrada pela Igreja hoje.

O medo nos enfraquece, diz Papa ao destacar a alegria cristã (15/05)

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Homilia do Papa, nesta manhã, concentrou-se nas palavras “medo” e “alegria” para explicar que uma comunidade medrosa e triste está doente
Da Redação, com Rádio Vaticano
“Medo e alegria” são as duas palavras da liturgia desta sexta-feira, 15. Elas foram o centro da homilia do Papa Francisco na Missa presidida na Casa Santa Marta.
Francisco costuma celebrar a Missa na Casa Santa Marta pelas manhãs / Foto: L'Osservatore Romano
Francisco costuma celebrar a Missa na Casa Santa Marta pelas manhãs / Foto: L’Osservatore Romano
“O medo  é uma atitude que nos faz mal,  enfraquece-nos, limita-nos e até nos paralisa. Quem tem medo não faz nada, não sabe o que fazer; concentra-se em si mesmo para que não lhe aconteça nada de mal. O medo leva a um ‘egocentrismo egoísta’, que paralisa. O cristão medroso é aquele que não entendeu a mensagem de Jesus.”
Por isso mesmo, o Papa recordou que Jesus disse a Paulo que ele não deveria temer, mas continuar a falar. “O medo não é cristão; é um comportamento de quem tem a alma aprisionada, presa, sem liberdade de olhar para frente, de criar e fazer o bem. E diz sempre: ‘Não, aqui há este perigo, aqui outro… e assim por diante. E isso é um vício. O medo faz mal.”
O Santo Padre destacou que não ter medo é pedir a graça da coragem do Espírito Santo. Ele lembrou que há comunidades medrosas, que apostam sempre em algo certeiro, como se na porta de entrada estivesse escrito “proibido”: tudo é proibido por medo. Quando se entra em uma comunidade assim, sente-se o marasmo, disse o Papa, porque se trata de uma comunidade doente.
“O medo deve ser distinguido do ‘temor de Deus’, que é santo, é o temor da adoração diante do Senhor. O temor de Deus é uma virtude, não é limitativo, não enfraquece, não paralisa: faz ir adiante para cumprir a missão dada pelo Senhor”.
A alegria
A outra palavra da liturgia é ‘alegria’. O Papa explicou que, nos momentos mais tristes e de dor, a alegria se torna paz. Ao contrário, uma diversão no momento da dor se torna sombrio, escurece.
“Um cristão sem alegria não é cristão; um cristão que continuamente vive na tristeza também não o é. E um cristão que, no momento da provação, das doenças ou das dificuldades, perde a paz… é porque lhe falta algo”.
O Papa lembrou ainda que a alegria cristã não é um simples divertimento nem algo passageiro, mas é um dom do Espírito Santo. Trata-se de ter o coração sempre alegre, porque Jesus venceu, está à direita do Pai.
“Uma comunidade sem alegria também é uma comunidade doente: pode até ser uma comunidade ‘divertida’, mas é ‘doente de mundanidade’, porque não tem a alegria de Jesus Cristo. Assim, quando a Igreja é medrosa e não recebe a alegria do Espírito Santo, ela adoece, as comunidades e os fiéis adoecem”.
O Papa concluiu a homilia com uma prece: “Elevai-nos, Senhor, ao Cristo, sentado à direita do Pai; elevai o nosso espírito. Despojai-nos de todo medo e dai-nos a alegria e a paz”.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Encontro Mundial das Famílias é pauta dos bispos dos EUA (14/05)

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Conferência episcopal estadunidense se reunirá em junho para os preparativos do Encontro Mundial das Famílias e da próxima assembleia sinodal, sobre família
Da Redação, com Rádio Vaticano
encontro mundial das famílias

De 10 a 12 de junho, a Conferência Episcopal dos Estados Unidos (Usccb) se reúne em St. Louis em sua sessão de primavera. Na pauta, estarão a 14ª Assembleia Ordinário dos Bispos sobre a Família e os preparativos do Encontro Mundial das Famílias na Filadélfia, que será realizado em setembro e terá a presença do Papa Francisco.
O Presidente da Usccb, Dom Jospeh Kurtz, fará um resumo dos resultados das consultas realizadas em todas as dioceses sobre o ‘Lineamenta’, o documento preparatório da Assembleia Sinodal enviado às Igrejas no mundo.
Os bispos também vão ouvir palestras de três casais sobre matrimônio, família e transmissão do Evangelho aos jovens. Dom Salvatore Cordileone, presidente da Vice-comissão episcopal para a promoção da defesa do matrimônio, atualizará os bispos sobre as iniciativas do Episcopado em vista da sentença da Corte Suprema sobre a redefinição legal do matrimônio.
Encíclica sobre ecologia
A nova Encíclica do Papa Francisco sobre a ecologia, a reforma do sistema da imigração (pedida pelos bispos estadunidenses há tempos), as diretivas da pastoral para o triênio 2017-2010; a apresentação de novos recursos digitais e a atualização do documento “A formação das consciências por uma cidadania fiel”, sobre a responsabilidade política dos católicos serão outras questões na mesa dos trabalhos da sessão.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Nereu, Aquiles e Pancrácio mártires da fé (12/05)

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Nereu, Aquiles e PancrácioCelebramos a santidade de vida de três mártires da fé, que causaram grande impacto no Cristianismo, já que deram sua vida por amor ao Cristo: Nereu, Aquiles e Pancrácio.
Nereu e Aquiles viveram no século III. Foram severamente torturados e morreram durante a perseguição militar, com a qual deu início a era de Diocleciano. Uma das marcantes representações de martírio, é a gravura de Santo Aquiles atingido pelo verdugo.
Sobre Pancrácio, sabemos que herdou dos pais a fé, coragem e admiração pelo imperador. Agora, ao tornar-se órfão, teve que morar com um santo tio chamado Dionísio, que morreu mártir antes do sobrinho. Diante da perseguição promovida pelo imperador, Pancrácio, que era muito jovem, começou a ver pessoas testemunhando Jesus até o sangue, como o seu tio e amigo.
Persuadido pelo próprio imperador, que recordava o amor aos pais, São Pancrácio manteve-se fiel a Jesus, mesmo diante das promessas e ameaças de morte.
Portanto, com apenas 15 anos, São Pancrácio soube dizer ‘não’ ao poder opressor e ‘sim’ à Vida Eterna, na qual entrou depois de ser decapitado, ou seja, martirizado com Nereu e Aquiles.
Santos Nereu, Aquiles e Pancrácio, rogai por nós!

Papa defende reinserção em vez de prisão para menores (12/05)

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Francisco encontrou-se hoje com 7 mil crianças que fizeram várias perguntas no encontro, entre elas uma sobre os centros de detenção para os mais novos
Da Redação, com Boletim da Santa Sé
Francisco rodeado por crianças em encontro nesta segunda-feira na Sala Paulo VI / Foto: Reprodução CTV
Francisco rodeado por crianças em encontro nesta segunda-feira na Sala Paulo VI / Foto: Reprodução CTV
É preciso apostar na reinserção em vez da prisão de menores, considerou o Papa Francisco nesta segunda-feira, 11, ao encontrar-se no Vaticano com 7 mil crianças, na iniciativa da “Fábrica da Paz”, projeto inter-religioso nas escolas italianas para o qual o Papa foi nomeado como “operário especial”.
Entre as 13 perguntas dos participantes do encontro, uma delas foi de um jovem que está no centro de detenção para menores Casal del Marmo. Ele perguntou: “A resposta aos meninos como eu muitas vezes é o cárcere. O senhor está de acordo?”. Francisco foi claro ao dizer que não concorda com isso.
“Não. Não estou de acordo. Repito o que disse: é a ajuda a levantar-se, a se reinserir, com a educação, com o amor, com a proximidade. Mas a solução do cárcere é a coisa mais cômoda para esquecer aqueles que sofrem! Eu vos dou um conselho: quando vos disserem que este está na prisão, que aquele está na prisão, que aquele outro está na prisão, digam a vocês mesmos: ‘Também eu posso fazer os mesmos erros que ele fez’. Todos podemos cometer os erros mais brutos! Não condenar nunca! Ajudar sempre a se levantar e a se reinserir na sociedade”.
Crianças fazem festa com a chegada do Papa Francisco / Foto: Reprodução CTV
Crianças fazem festa com a chegada do Papa Francisco / Foto: Reprodução CTV
Paz
Respondendo a um menino egípcio, que perguntou ao Papa porque as pessoas poderosas não ajudam a escola, já que esta quer bem às crianças, Francisco expandiu o horizonte para uma questão maior: “por que tantas pessoas poderosas não querem a paz?”
“Porque vivem das guerras! A indústria das armas: isso é grave! Os poderosos, alguns poderosos, lucram com a fábrica das armas e vendem as armas a este país que está contra aquele, depois vendem àquele que é contra este…É a indústria da morte! E lucram! (…) Ganha-se dinheiro, mas se perdem as vidas, se perde a cultura, se perde a educação, se perdem tantas coisas”.
Sofrimento infantil
Um menino em cadeira de rodas emocionou o Papa ao perguntar porque uma criança, que nada fez de mal, nasce com problemas como ele. Antes mesmo de responder, Francisco quis enfatizar que não gosta de dizer que uma criança é deficiente, pois ela apenas tem uma capacidade diferente e todos são capazes de dar alguma coisa.
Sobre a pergunta, o Papa disse que não há uma resposta, mas destacou apenas que é necessário ajudar, com uma presença muito próxima, aqueles que sofrem.

domingo, 12 de abril de 2015

As chagas de Jesus são chagas de misericórdia, diz Papa

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O Papa disse que Jesus convida todos a contemplar e tocar suas chagas, como fez com Tomé, a fim de curar a incredulidade
Da redação, com Rádio Vaticano
É verdade! As chagas de Jesus são chagas de misericórdia”, afirma o Papa Francisco / Foto: Arquivo
“As chagas de Jesus são chagas de misericórdia”. O Papa Francisco dedicou a homilia deste II Domingo de Páscoa, 12, à misericórdia divina que foi instituída por João Paulo II.
Durante a celebração, também foi recordado o centenário do martírio armênio, Gregório de Narek, que foi proclamado Doutor da Igreja.
Após a ressurreição, Jesus apareceu aos seus discípulos mostrando as suas chagas, para que acreditassem não tratar-se de uma visão. “Hoje o Senhor mostra também a nós, através do Evangelho, as suas chagas. São chagas de misericórdia. É verdade! As chagas de Jesus são chagas de misericórdia”, afirma o Papa.
O Pontífice disse que Jesus convida todos a contemplar e tocar suas chagas, como fez com Tomé, a fim de curar a incredulidade. Convida sobretudo a entrar no mistério destas chagas, que é o mistério do seu amor misericordioso.
“Através delas, como por uma brecha luminosa, podemos ver todo o mistério de Cristo e de Deus: a sua Paixão, a sua vida terrena cheia de compaixão pelos pequeninos e os doentes e a sua encarnação no ventre de Maria”.
Segundo Francisco, todos podem remontar a história da salvação: as profecias, especialmente as do Servo de Yahweh, os Salmos, a Lei e a aliança, a libertação do Egito, à primeira Páscoa, ao sangue dos cordeiros imolados e remontar aos Patriarcas até Abraão e, mais além na noite dos tempos, até a Abel e ao seu sangue que clama da terra.
Trágicos acontecimentos
O Santo Padre observa que as pessoas ficam esmagadas e se perguntando o por que dos  trágicos acontecimentos que vem marcando a história humana.
“A maldade humana pode abrir no mundo como que fossos grandes e vazios: vazios de amor, vazios de bondade, vazios de vida. E surge-nos então a pergunta: Como podemos preencher estes fossos? A nós, é impossível. Só Deus pode preencher estes vazios que o mal abre nos nossos corações e na nossa história. É Jesus, feito homem e morto na cruz, que preenche o abismo do pecado com o abismo da sua misericórdia”.
“Jesus Crucificado e Ressuscitado, e de modo particular, as suas chagas cheias de misericórdia, é o caminho que Deus nos abriu para sairmos da escravidão do mal e da morte e entrarmos na terra da vida e da paz”, disse.
Conversão
O Papa afirma que os Santos ensinam que se muda o mundo a partir da conversão do próprio coração e isto acontece graças à misericórdia de Deus.
“Por isso, quer perante os meus pecados, quer diante das grandes tragédias do mundo, a consciência sentir-se-á turvada, mas não será abalada, porque me lembrarei das feridas do Senhor”.
Com o olhar voltado para as chagas de Jesus Ressuscitado e com as expressões “O seu amor dura para sempre” e “a sua misericórdia é eterna” gravadas no coração, o Papa Francisco convida todos a caminhar pelas estradas da história, “com a mão na mão de nosso Senhor e Salvador, nossa vida e nossa esperança”.