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segunda-feira, 25 de abril de 2016

Papa aparece de surpresa para confessar adolescentes no Vaticano

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Jubileu dos Adolescentes acontece neste final de semana no Vaticano, com atividades variadas

Da redação, com Rádio Vaticano
“Queridos jovens, os seus nomes estão escritos no céu, no coração misericordioso do Pai. Sejam corajosos, contracorrente!”, este é o tweet do Papa Francisco neste sábado, 23, dedicado ao Jubileu dos adolescentes em andamento este final de semana no Vaticano.
Neste sábado, a Praça São Pedro se transformou em um grande confessionário a céu aberto, com 150 sacerdotes atendendo confissões dos jovens, entre eles o próprio Pontífice, para a surpresa dos fiéis. [Veja vídeo no instagram]
À noite, o encontro será no Estádio Olímpico, com música, reflexão, testemunhos e a videomensagem do Santo Padre.
Já na manhã deste domingo, na Praça São Pedro, o Papa presidirá à Santa Missa com a participação de cerca de 60 mil adolescentes, entre 13 e 16 anos, vindos da Itália e sobretudo de países europeus.
Jubileu recebe adolescentes de todo o mundo no Vaticano / Foto: Danusa Rego
Jubileu recebe adolescentes de todo o mundo no Vaticano / Foto: Danusa Rego
Além disso, sete praças no centro histórico de Roma vão acolher as ‘Tendas da Misericórdia’, com testemunhos sobre as obras de misericórdia espirituais e corporais. O Jubileu encerra-se na segunda-feira.

Coragem

Francisco divulgou em janeiro uma mensagem para este Jubileu da Misericórdia dos Adolescentes, intitulada ‘Crescer misericordiosos como o Pai’.
“Não acreditem nas palavras de ódio e terror que se repetem com frequência; pelo contrário, construam novas amizades. Ofereçam o seu tempo, preocupem-se sempre com quem lhes pede ajuda. Sejam corajosos, contracorrente”, escreve o Papa.
“Estejam preparados para se tornarem cristãos capazes de escolhas e gestos corajosos, capazes de construir cada dia, mesmo nas pequenas coisas, um mundo de paz”, acrescenta.
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Adolescentes chegam aos milhares ao Vaticano para o Jubileu / Foto: Danusa Rego
Aos adolescentes que vivem em áreas de conflitos, de guerras e de extrema pobreza, Francisco pede para que não percam a esperança.
“O Senhor tem um grande sonho a realizar juntamente com vocês. Os amigos da mesma idade, que vivem em condições menos dramáticas do que as suas, lembram-se de vocês e comprometem-se para que a paz e a justiça possam pertencer a todos”, escreve ainda o Pontífice.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Twitter Do Papa: Na família aprendemos amar sem pedir nada em troca

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O Papa Francisco dedicou sua mensagem publicada no twitter para todas as famílias cristãs
Da redação, com Rádio Vaticano
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Mensagem do Papa Francisco no twitter
Nesta quinta-feira, 6, o Papa Francisco tuitou a seguinte mensagem: “Aprendemos muitas virtudes numa família cristã, sobretudo amar sem pedir nada em troca”.
O pontífice sempre convida a dar uma maior atenção para a família, célula vital da sociedade, e ao acompanhamento dos noivos ao matrimônio. O Papa convida também a acolher as pessoas separadas que sofrem por causa da falência de seu projeto de vida conjugal e por outras situações de desconforto familiar que dificultam o caminho de fé e de vida na Igreja.
Na Audiência Geral desta quarta-feira, 5, Francisco disse que os casais de segunda união fazem parte da Igreja. “A Igreja bem sabe que tal situação contradiz o Sacramento cristão. Todavia, o seu olhar de mestra parte sempre de um coração de mãe; um coração que, animado pelo Espírito Santo, procura sempre o bem e a salvação das pessoas. É por isso que a Igreja sente o dever, pelo amor da verdade, de discernir bem as situações”, afirmou o Santo Padre.
O padre da Arquidiocese de Belo Horizonte (MG), Idelfonso Braz, participou da Audiência Geral e comentou as palavras do Papa Francisco a propósito das pessoas que partiram para uma segunda união.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Papa destaca a missão da polícia: sair de si rumo ao próximo (22/05)

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Nesta quinta-feira, 21, o Papa Francisco se encontrou com cerca de 600 familiares de policiais da Itália, que foram feridos ou mortos em serviço
Rádio Vaticano
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Papa destaca a missão da polícia: sair de si rumo ao próximo.
O Papa recebeu na manhã desta quinta-feira, 21, cerca de 600 familiares de policiais da Itália que foram feridos ou mortos em serviço.
Em seu discurso, Francisco definiu a profissão policial como uma “missão autêntica”, que comporta o acolhimento e a aplicação de atitudes e valores de relevância especial para a vida civil, como a disciplina, a disponibilidade ao sacrifício, o combate à criminalidade organizada e ao terrorismo.
“Quem assume a seriedade e o empenho do próprio trabalho e o coloca à disposição da comunidade, especialmente de quem está em perigo ou se encontra em situações de grave dificuldade, sai rumo ao próximo e o serve. Agindo deste modo, realiza a própria vida, inclusive na eventualidade de perdê-la, como fez Jesus morrendo na cruz.”
O Papa acrescenta dizendo que somente contemplando o Crucificado que poderá encontrar a força do perdão, conscientes de que cada sacrifício encontrará n’Ele resgate e redenção.
De modo especial, o Santo Padre louvou a contribuição decisiva que a polícia italiana tem dado nos últimos anos em administrar o impacto do fluxo de imigrantes que chegam à Itália, em busca de refúgio de guerras e perseguições. “Vocês estão na linha de frente, seja no acolhimento inicial dos migrantes, seja na obra de combate dos traficantes sem escrúpulos”, disse.
“Queridos irmãos e irmãs, sejam corajosos em seu trabalho e continuem a servir o Estado e todo cidadão e pessoa em perigo. Ao defender os fracos e a legalidade, encontrarão o sentido mais verdadeiro de seu serviço e serão um exemplo para o país”, encorajou por fim o Pontífice.

domingo, 17 de maio de 2015

Francisco canoniza quatro novas santas para a Igreja (17/05)

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Duas religiosas da Europa e outras duas da Palestina foram canonizadas pelo Papa Francisco neste domingo, 17
Da redação, com Rádio Vaticano
As beatas irmãs Joana Emília de Villeneuve, da França; Maria Cristina Brando, da Itália; irmãs Maria Baouardy e Maria Alfonsina Danil Ghattas, árabe-palestinas, foram canonizadas pelo Papa Francisco, na manhã deste domingo, 17, em cerimônia na Praça São Pedro.
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Na praça São Pedro, o Papa Francisco canonizou quatro novas santas para a Igreja / Foto: Reprodução CTV
Francisco recordou que irmã Joana “foi um sinal concreto do amor misericordioso do Senhor” ao consagrar sua vida a Deus, aos pobres, aos doentes e aos reclusos.
Sobre irmã Maria Cristina, o Pontífice afirmou que a santa “foi completamente conquistada pelo amor ardente ao Senhor” e do encontro “coração a coração” com o Senhor, recebia a força para suportar os sofrimentos.
A respeito da vida de irmã Maria Baouardy,  o Papa disse que o seu constante diálogo com o Espírito Santo a permitiu “dar conselhos e explicações teológicas com extrema clareza”, apesar de ser humilde e iletrada.
“A docilidade ao Espírito fez com que ela fosse também instrumento de encontro e de comunhão com o mundo muçulmano”, frisou o Papa.
Sobre irmã Maria Alfonsina Danil Ghattas, o Papa disse que ela “soube bem o que significa irradiar o amor de Deus no apostolado”. “Ao se transformar em uma testemunha de mansidão e unidade, ela é um claro exemplo do quanto é importante sermos uns responsáveis pelos outros, de vivermos um a serviço do outro”.
Ao final da celebração, o Papa agradeceu a presença das delegações oficiais da Palestina, França, Itália, Israel e Jordânia. Ao saudar as filhas espirituais das quatro novas santas, pediu que, pela intercessão das novas santas, o Senhor conceda um novo impulso missionário aos respectivos países de origem.
“Inspirando-se aos seus exemplos de misericórdia, de caridade e reconciliação, possam os cristãos destas terras olhar com esperança ao futuro, prosseguindo no caminho da solidariedade e da convivência fraterna”, concluiu Francisco.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Papa recorda as três palavras-chave para a paz na família (15/05)

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“Com licença, obrigado e desculpas” foram as três palavras que Francisco enfatizou hoje na catequese com os fiéis na Praça São Pedro
Rádio Vaticano
Papa saúda famílias na Praça São Pedro - Foto: Arquivo - L'Osservatore Romano
Papa saúda famílias na Praça São Pedro – Foto: Arquivo – L’Osservatore Romano
“Com licença, obrigado e desculpas”. Estas foram as palavras-chave da catequese do Papa Francisco, nesta quarta-feira, 13. De agora em diante, as reflexões semanais do Papa com os fiéis, na Praça São Pedro, terão como foco a vida cotidiana das famílias.
Prosseguindo suas reflexões preparatórias para o Sínodo da Família, no próximo mês de outubro, o Pontífice voltou a falar da ‘boa educação’, lembrando que aquelas três palavras, que já citou outras vezes em seu pontificado, são simples, mas, ao mesmo tempo, difíceis de colocar em prática. E quando não são usadas, podem-se abrir ‘rachaduras’ que levam as famílias a ‘desmoronar’.
Mas o hábito de ser ‘bem-educado’ não pode se traduzir apenas em formalismo, em aridez, ressalvou Francisco, recordando o provérbio que diz: “Por trás das boas maneiras escondem-se maus hábitos”. Ele também citou o diabo, que, quando tentou Jesus, parecia um cavalheiro.
Sobre a palavra ‘licença’, Francisco explicou que entrar na vida do outro, mesmo que faça parte da vida da própria pessoa, requer a delicadeza de um comportamento não invasor.
“A intimidade não autoriza a dar tudo por certo. Quanto mais íntimo e profundo o amor, mais exige respeito da liberdade e a capacidade de aguardar que o outro abra as portas de seu coração”.
“Agradecer”
A segunda palavra, ‘obrigado’, recorda, segundo o Papa, que, na civilização atual, a gentileza e a capacidade de agradecer são vistas às vezes como um sinal de fraqueza.
“Sejamos intransigentes na educação à gratidão: a dignidade da pessoa e a justiça social passam por aqui. Se a vida familiar subestima esse estilo, a vida social também o perderá. A gratidão, para quem crê, está no coração da fé: um cristão que não sabe agradecer é alguém que esqueceu a linguagem de Deus”, repetiu duas vezes.
Improvisando, o Papa revelou ter conhecido uma senhora de muita ‘sabedoria’, que dizia que “a gratidão é uma planta que cresce somente na terra de pessoas de alma nobre”.
“Pedir desculpa”
Por fim, o termo ‘desculpas’, palavra difícil, mas muito necessária, afirmou o Papa, mencionando a oração do Pai Nosso: “Perdoai-nos as nossa ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”.
“Se não formos capazes de pedir desculpas, não seremos capazes de perdoar. Nas casas aonde não se pede desculpas, falta ar e feridas começam a se abrir. Também na vida do casal briga-se muitas vezes, mas o conselho do Papa é sempre o mesmo: nunca terminar o dia sem fazer as pazes, e para isso, é suficiente um pequeno gesto; pode ser até um carinho, sem palavras…”.
Concluindo, Francisco reiterou que “estas três palavras são tão simples que até podem  fazer as pessoas sorrirem, mas quando são esquecidas, não é muito engraçado.
“Que o Senhor nos ajude a colocá-las no lugar certo, no nosso coração, em nossas casas e também na convivência civil”, completou, convidando a Praça a repetir com ele as três palavras-chave e a invocação de fazer as pazes com a família antes de ir dormir.
Antes de iniciar a catequese, Francisco se deteve em oração alguns instantes diante de uma réplica da imagem de Nossa Senhora de Fátima, celebrada pela Igreja hoje.

O medo nos enfraquece, diz Papa ao destacar a alegria cristã (15/05)

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Homilia do Papa, nesta manhã, concentrou-se nas palavras “medo” e “alegria” para explicar que uma comunidade medrosa e triste está doente
Da Redação, com Rádio Vaticano
“Medo e alegria” são as duas palavras da liturgia desta sexta-feira, 15. Elas foram o centro da homilia do Papa Francisco na Missa presidida na Casa Santa Marta.
Francisco costuma celebrar a Missa na Casa Santa Marta pelas manhãs / Foto: L'Osservatore Romano
Francisco costuma celebrar a Missa na Casa Santa Marta pelas manhãs / Foto: L’Osservatore Romano
“O medo  é uma atitude que nos faz mal,  enfraquece-nos, limita-nos e até nos paralisa. Quem tem medo não faz nada, não sabe o que fazer; concentra-se em si mesmo para que não lhe aconteça nada de mal. O medo leva a um ‘egocentrismo egoísta’, que paralisa. O cristão medroso é aquele que não entendeu a mensagem de Jesus.”
Por isso mesmo, o Papa recordou que Jesus disse a Paulo que ele não deveria temer, mas continuar a falar. “O medo não é cristão; é um comportamento de quem tem a alma aprisionada, presa, sem liberdade de olhar para frente, de criar e fazer o bem. E diz sempre: ‘Não, aqui há este perigo, aqui outro… e assim por diante. E isso é um vício. O medo faz mal.”
O Santo Padre destacou que não ter medo é pedir a graça da coragem do Espírito Santo. Ele lembrou que há comunidades medrosas, que apostam sempre em algo certeiro, como se na porta de entrada estivesse escrito “proibido”: tudo é proibido por medo. Quando se entra em uma comunidade assim, sente-se o marasmo, disse o Papa, porque se trata de uma comunidade doente.
“O medo deve ser distinguido do ‘temor de Deus’, que é santo, é o temor da adoração diante do Senhor. O temor de Deus é uma virtude, não é limitativo, não enfraquece, não paralisa: faz ir adiante para cumprir a missão dada pelo Senhor”.
A alegria
A outra palavra da liturgia é ‘alegria’. O Papa explicou que, nos momentos mais tristes e de dor, a alegria se torna paz. Ao contrário, uma diversão no momento da dor se torna sombrio, escurece.
“Um cristão sem alegria não é cristão; um cristão que continuamente vive na tristeza também não o é. E um cristão que, no momento da provação, das doenças ou das dificuldades, perde a paz… é porque lhe falta algo”.
O Papa lembrou ainda que a alegria cristã não é um simples divertimento nem algo passageiro, mas é um dom do Espírito Santo. Trata-se de ter o coração sempre alegre, porque Jesus venceu, está à direita do Pai.
“Uma comunidade sem alegria também é uma comunidade doente: pode até ser uma comunidade ‘divertida’, mas é ‘doente de mundanidade’, porque não tem a alegria de Jesus Cristo. Assim, quando a Igreja é medrosa e não recebe a alegria do Espírito Santo, ela adoece, as comunidades e os fiéis adoecem”.
O Papa concluiu a homilia com uma prece: “Elevai-nos, Senhor, ao Cristo, sentado à direita do Pai; elevai o nosso espírito. Despojai-nos de todo medo e dai-nos a alegria e a paz”.

domingo, 12 de abril de 2015

As chagas de Jesus são chagas de misericórdia, diz Papa

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O Papa disse que Jesus convida todos a contemplar e tocar suas chagas, como fez com Tomé, a fim de curar a incredulidade
Da redação, com Rádio Vaticano
É verdade! As chagas de Jesus são chagas de misericórdia”, afirma o Papa Francisco / Foto: Arquivo
“As chagas de Jesus são chagas de misericórdia”. O Papa Francisco dedicou a homilia deste II Domingo de Páscoa, 12, à misericórdia divina que foi instituída por João Paulo II.
Durante a celebração, também foi recordado o centenário do martírio armênio, Gregório de Narek, que foi proclamado Doutor da Igreja.
Após a ressurreição, Jesus apareceu aos seus discípulos mostrando as suas chagas, para que acreditassem não tratar-se de uma visão. “Hoje o Senhor mostra também a nós, através do Evangelho, as suas chagas. São chagas de misericórdia. É verdade! As chagas de Jesus são chagas de misericórdia”, afirma o Papa.
O Pontífice disse que Jesus convida todos a contemplar e tocar suas chagas, como fez com Tomé, a fim de curar a incredulidade. Convida sobretudo a entrar no mistério destas chagas, que é o mistério do seu amor misericordioso.
“Através delas, como por uma brecha luminosa, podemos ver todo o mistério de Cristo e de Deus: a sua Paixão, a sua vida terrena cheia de compaixão pelos pequeninos e os doentes e a sua encarnação no ventre de Maria”.
Segundo Francisco, todos podem remontar a história da salvação: as profecias, especialmente as do Servo de Yahweh, os Salmos, a Lei e a aliança, a libertação do Egito, à primeira Páscoa, ao sangue dos cordeiros imolados e remontar aos Patriarcas até Abraão e, mais além na noite dos tempos, até a Abel e ao seu sangue que clama da terra.
Trágicos acontecimentos
O Santo Padre observa que as pessoas ficam esmagadas e se perguntando o por que dos  trágicos acontecimentos que vem marcando a história humana.
“A maldade humana pode abrir no mundo como que fossos grandes e vazios: vazios de amor, vazios de bondade, vazios de vida. E surge-nos então a pergunta: Como podemos preencher estes fossos? A nós, é impossível. Só Deus pode preencher estes vazios que o mal abre nos nossos corações e na nossa história. É Jesus, feito homem e morto na cruz, que preenche o abismo do pecado com o abismo da sua misericórdia”.
“Jesus Crucificado e Ressuscitado, e de modo particular, as suas chagas cheias de misericórdia, é o caminho que Deus nos abriu para sairmos da escravidão do mal e da morte e entrarmos na terra da vida e da paz”, disse.
Conversão
O Papa afirma que os Santos ensinam que se muda o mundo a partir da conversão do próprio coração e isto acontece graças à misericórdia de Deus.
“Por isso, quer perante os meus pecados, quer diante das grandes tragédias do mundo, a consciência sentir-se-á turvada, mas não será abalada, porque me lembrarei das feridas do Senhor”.
Com o olhar voltado para as chagas de Jesus Ressuscitado e com as expressões “O seu amor dura para sempre” e “a sua misericórdia é eterna” gravadas no coração, o Papa Francisco convida todos a caminhar pelas estradas da história, “com a mão na mão de nosso Senhor e Salvador, nossa vida e nossa esperança”.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Não existe humildade sem humilhação, diz Papa Francisco

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Neste Domingo de Ramos, 29, Papa Francisco cita que o verdadeiro caminho de Deus é o da humildade e que não há outra estrada de Jesus a não ser essa
Da redação, com Rádio Vaticano
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Papa Francisco presidiu à celebração eucarística neste Domingo de Ramos, 29, na Praça São Pedro / Foto: Rádio Vaticano
Neste Domingo de Ramos, 29, que marca o início da Semana Santa, o Papa Francisco presidiu à celebração eucarística na Praça São Pedro, com a participação de milhares de fiéis. A cerimônia teve início com a bênção dos ramos, que recordam a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, seguida da procissão.
O Papa citou em sua homilía um trecho do hino da Carta aos Filipenses, que diz “Humilhou-Se a Si mesmo”. Para Francisco, esta palavra desvenda o estilo de Deus e do cristão: a humildade.
“Um estilo que nunca deixará de nos surpreender e pôr em crise: jamais nos habituaremos a um Deus humilde! Humilhar-se é, antes de mais nada, o estilo de Deus. Deus humilha-Se para caminhar com o seu povo, para suportar as suas infidelidades.”
O Pontífice acrescenta dizendo que esta Semana que nos leva à Páscoa só será Santa se caminharmos por esta estrada da humilhação de Jesus.
“Nestes dias, ouviremos o desprezo dos chefes do seu povo e as suas intrigas para O fazerem cair. Assistiremos à traição de Judas. Veremos o Senhor ser preso, condenado à morte, flagelado e ultrajado. Ouviremos que Pedro, a “rocha” dos discípulos, O negará três vezes. Ouviremos os gritos da multidão, que pedirá a Sua crucificação. E O veremos coroado de espinhos.”
Francisco prossegue observando que este é o caminho de Deus, o caminho da humildade e que não há outra estrada de Jesus a não ser essa. “Não existe humildade sem humilhação”.
O Santo Padre explica ainda que humildade quer dizer serviço, significa dar espaço a Deus despojando-se de si mesmo, esvaziando-se. “Esta é a maior humilhação.”
O caminho do mundanismo
Francisco frisou que o mundanismo é o caminho contrário ao de Cristo. “O mundanismo oferece-nos o caminho da vaidade, do orgulho, do sucesso. É o outro caminho. O maligno o propôs também a Jesus, durante os quarenta dias no deserto, mas Ele rejeitou-o sem hesitação. Com Cristo, também nós podemos vencer esta tentação, não só nas grandes ocasiões mas também nas circunstâncias ordinárias da vida.”
O Papa deu como exemplo tantos homens e mulheres que cada dia, no silêncio e escondidos, renunciam a si mesmos para servir um familiar doente, um idoso sozinho ou uma pessoa deficiente.
Ao finalizar sua reflexão, o Santo Padre citou a humilhação daquelas pessoas que, por sua conduta fiel ao Evangelho, são discriminadas e perseguidas, definindo-as os mártires de hoje, pois suportam com dignidade insultos e ultrajes para não renegar Jesus.
“Com eles, emboquemos também decididamente esta estrada, com tanto amor por Ele, o nosso Senhor e Salvador. Será o amor a guiar-nos e a dar-nos força e onde Ele estiver, estaremos também nós”, conclui.

domingo, 29 de março de 2015

Anuário Estatístico revela crescimento estável da Igreja Católica

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Católicos somam cerca de 17,7% da população mundial, o que representa um crescimento de aproximadamente 2%, superando a taxa de crescimento da população global
Da Redação, com Rádio Vaticano
O número de católicos no mundo e o número de sacerdotes e diáconos permanentes cresceram ligeiramente em 2013, enquanto o número de homens e mulheres nas ordens religiosas diminuiu. Pelo segundo ano seguido, o número de vocações também caiu. Os dados estão no Anuário Estatístico da Igreja, cuja última edição foi completada em fevereiro, publicada neste mês, e reúne os números da Igreja no mundo inteiro até 31 de dezembro de 2013.
População católica
No fim de 2013, a população católica mundial passou a marca de 1,253 bilhões, um crescimento de aproximadamente 25 milhões ou 2%, superando a taxa de crescimento da população global que, em 2013, foi estimada em 1%. Portanto, os católicos representam cerca de 17,7% da população global.
Assim como foi apresentado em anos anteriores, o Anuário estima que cerca de 4,8 milhões de católicos não foram incluídos nas estatísticas, porque vivem em países que não fornecem relatórios ao Vaticano como, por exemplo, China e Coreia do Norte.
As Américas concentram a maior porcentagem de católicos entre a população: 63,3%, seguidas pela Europa, com 39,9%. A Ásia tem a menor prevalência: 3,2%.
Em 2013, mais de 16 milhões de crianças e adultos foram batizados, revela o Anuário, que demonstra ainda uma tendência de queda no número de crianças batizadas como consequência das baixas taxas de natalidade na maioria dos países. “A proporção de crianças batizadas abaixo dos 7 anos, em comparação ao número de católicos, tem diminuído em todos os continentes desde 2008”, destaca um trecho do relatório.
Religiosos
Sobre o número de bispos, foram 40 a mais no período, cujo total subiu para 5.173. O número total de sacerdotes – diocesanos ou de ordens religiosas – no mundo inteiro cresceu de 414.313 para 415.348, com um crescimento estável dos sacerdotes diocesanos presentes na África, na Ásia e nas Américas – na Europa, todavia, este número continua a cair.
O número de diáconos permanentes – 43.195 – teve um incremento de mais de 1.000 em relação ao ano anterior. O número de irmãos religiosos caiu ligeiramente de um total de 55.314, no fim de 2012, para 55.253 no final de 2013.
O número de mulheres em ordens religiosas segue a tendência de queda. O total de 693.575 irmãs e freiras, temporária ou permanentemente professas, registrado em 2013 sofreu um decréscimo de 1,2% no último ano, 6,1% desde 2008. A maior queda, neste período de cinco anos, foi verificada na América do Norte, com uma queda de 16,6%, seguida pela Europa, com um decréscimo de 12,6%.
O número de candidatos ao sacerdócio – em seminários diocesanos e ordens religiosas –, que iniciaram os estudos de Filosofia e Teologia, segue em linha decrescente.
O número de seminaristas caiu de 118.251 no fim de 2013 quando comparado aos 120.051 do mesmo período de 2012. O número de seminaristas registra ligeira tendência de aumento, a cada ano, a partir de 2003 até 2011, quando eram 120.616 os vocacionados.

domingo, 22 de março de 2015

Caridade é o caminho mais excelente, diz Cantalamessa

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Para Cantalamessa, encaradas sob a ótica da caridade, a diversidade das Igrejas do Oriente e do Ocidente passam a ser riqueza e não ameaça ou erro
Da redação, com Rádio Vaticano
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Papa Francisco durante pregação do Frei Raniero Cantalamessa nesta sexta-feira, 20
Papa Francisco participou nesta sexta-feira, 20, das meditações da terceira pregação da Quaresma do Pregador da Casa Pontifícia, Frei Raniero Cantalamessa,  na Capela Redemptoris Mater, no Vaticano.
Com o título “Oriente e Ocidente perante o Mistério do Espírito Santo”, Frei Cantalamessa dividiu o tema em três contextos: “Rumo ao acordo sobre o Filioque”, “Rumo a uma nova síntese” e “O Espírito da Verdade e o Espírito da Caridade”.
“Filioque”
(A cláusula “Filioque” refere-se a um ponto de controvérsia sobre a procedência do Espírito Santo, se procede somente do Pai, ou do Pai e do Filho.)
Na primeira parte, a meditação recorda que o ponto de maior atrito entre Ocidente e Oriente, durante séculos, foi “a doutrina sobre a origem do Espírito Santo no seio da Trindade”. O motivo dos desentendimentos era o conceito de Filioque.
Para explicar a origem do termo e suas implicações, Padre Cantalamessa percorre um período histórico que vai desde a definição da fé da Igreja no Espírito Santo no Concílio de Constantinopla, passa pelas discussões sobre o tema no mundo latino – que é quando aparece o termo Filioque – até o atual Catecismo da Igreja Católica.
Nova síntese
A seguir, ao propor novos diálogos, Frei Cantalemessa afirma que este não deve limitar-se a resolver dificuldades do passado, e sim abrir novas perspectivas sobre a ciência do Espírito.
“A maior novidade na pneumatologia atual não consiste apenas em finalmente se encontrar um acordo sobre o Filioque, mas em partir das Escrituras rumo a uma síntese mais ampla, com uma gama de questões mais ampla e menos condicionada pela história passada”, refletiu o pregador da Casa Pontifícia.
Verdade e Caridade
As meditações passam ao Novo Testamento para abordar o Espírito da Verdade e da Caridade à luz do Cristo descrito pelos Evangelistas. “Como no caso da doutrina sobre Cristo, também estas diversas ênfases sobre o Espírito Santo permanecem na tradição, e, mais uma vez, o Oriente reflete de modo predominante a perspectiva de João e o Ocidente a de Paulo”, contextualizou Frei Cantalamessa ao enfatizar que no Oriente o “Espírito luz” teve mais destaque enquanto o Ocidente se concentrou no “Espírito amor”.
As meditações enaltecem ainda a capacidade da caridade em multiplicar os carismas e, assim, elevar Cristo ao centro, e não nós mesmos. “Ela é o caminho mais excelente, ela me faz amar o corpo de Cristo”, refletiu o Pregador da Casa Pontifícia.
Por fim, sobre a diversidade das Igrejas do Oriente e do Ocidente, as meditações propõe que, se encaradas sob a ótica da caridade, deixa de ser uma ameaça ou erro, mas riqueza que a todos pode alegrar. Clique para acessar à íntegra das meditações.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Papa vai discursar na Assembleia da ONU em setembro

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Visita do Pontífice à sede da ONU em Nova Iorque será durante sua estadia nos Estados Unidos para o Encontro Mundial das Famílias
Da Redação, com Rádio Vaticano
O Papa Francisco vai visitar a sede das Nações Unidas em Nova Iorque e fazer um discurso à Assembleia Geral do órgão no próximo dia 25 de setembro. O Pontífice estará nos Estados Unidos para o Encontro Mundial das Famílias, realizado nesse mesmo mês na Filadélfia.
O secretário-geral da ONU, Ban ki-moon, felicita-se com a visita do Pontífice, definindo-a como parte importante de um ano histórico em que as Nações Unidas celebram o seu septuagésimo aniversário. Soma-se a isso o fato de que os Estados-membros tomarão grandes decisões sobre o desenvolvimento sustentável, as mudanças climáticas e o futuro de paz e bem-estar da humanidade.
Além de fazer o discurso às Nações Unidas, Francisco também vai ter encontros bilaterais com Ban ki-moon e com o presidente da Assembleia Geral, Sam Kutesa, além de participar de um encontro com os funcionários das Nações Unidas.
Ban ki-moon está confiante de que esta visita do Papa Francisco irá inspirar a comunidade internacional a redobrar os seus esforços em favor da dignidade humana para todos através de uma maior justiça social, tolerância e compreensão entre todos os povos do mundo.
Um dia antes de visitar a ONU, ou seja, em 24 de setembro, o Papa vai discursar para o Congresso dos Estados Unidos. O compromisso foi confirmado pelo Vaticano no dia 5 de fevereiro.
Segundo o presidente da Câmara norte-americana, John Boehner, Francisco será o primeiro Pontífice na história a fazer um discurso numa sessão conjunta do Congresso.

domingo, 15 de março de 2015

"Ser como pais", diz Papa Francisco aos docentes italianos

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Francisco pediu aos educadores para amar mais os estudantes, sobretudo, os que não querem estudar, os portadores de deficiências e os estrangeiros
Da redação, com Rádio Vaticano
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Neste sábado, 14, o Papa Francisco recebeu na Sala Paulo VI, cerca de 2000 pessoas que compõe a União Católica italiana de docentes, dirigentes, educadores e formadores (UCIIM).
Em seu pronunciamento, o Papa os chamou “colegas”, porque também foi professor e conserva boas recordações com os estudantes nas salas de aula.
A seguir, o Pontífice frisou que “o ensinamento é um trabalho muito belo” porque permite ver crescer, dia a dia, as pessoas que são confiadas aos seus cuidados. “É como ser pais”, pelo menos espiritualmente, que comporta uma grande responsabilidade.
Papa Francisco diz que ensinar é um compromisso muito sério e se deve lembrar que um professor ou educador nunca está sozinho, mas conta com a ajuda de outros colegas e da comunidade educadora.
O Santo Padre advertiu que jamais pode faltar, entre as tarefas da Associação, a de iluminar e motivar uma ideia justa de escola. Por isso, pediu aos inúmeros presentes a “amar mais os estudantes”, sobretudo os mais difíceis, que não querem estudar, os portadores de deficiências e os estrangeiros. Pediu também para que haja um comprometimento nas periferias da escola, que não podem ser deixadas na ignorância e na marginalização.
“Como Associação vocês são, por natureza, abertos ao futuro, porque há sempre novas gerações às quais transmitir o patrimônio de conhecimentos e valores. É preciso sempre atualizar suas competências didáticas à luz das novas tecnologias. O ensinamento não é apenas um trabalho, mas uma relação, que como pessoa, deve manter com seus alunos”, disse.
O Santo Padre se despediu da Associação católica de docentes, dirigentes, educadores e formadores italianos animando-os a renovar sua paixão pelo homem, em seu processo de formação, sendo testemunhas de vida e esperança.